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Cultivando Cidadania

01/07/2019 - 15:29:17  Cocari
Redação da C7 Comunicação


Cultivando Cidadania - Projeto completa 10 anos: uma década cuidando do meio ambiente e transformando vidas



Há, no cooperativismo, uma essência singular: o cuidado com o mundo que nos abriga e com as pessoas que nos cercam. Nesse sentido, a Cocari desenvolve suas atividades sem, jamais, deixar de honrar o sétimo princípio cooperativista: o interesse pela comunidade.


Nascido dessa atuação responsável, o projeto Cultivando Cidadania surgiu em 2009 e frutificou, trazendo uma onda de efeitos positivos para pessoas, entidades sociais e meio ambiente. Com o apoio da Bayer, o projeto contrata colaboradores que são alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em Mandaguari e em Cambira, no Paraná, para contribuírem na produção de mudas de essências nativas. Hoje são 21 colaboradores na Apae de Mandaguari e 5 na Apae de Cambira, trabalhando  no plantio e cultivo das plantas.


Em Goiás, o projeto Mãos Especiais na Produção Responsável por um Mundo Melhor também conta com colaboradores que são alunos da Apae de Cristalina-GO, para o plantio de essências nativas. O projeto já produziu mais de 3.350 mudas até o momento, com a parceria da Syngenta.


As mudas produzidas nas Apaes são destinadas ao  IAP (Instituto Ambiental do Paraná), em Londrina e Mandaguari, onde recebem o tratamento e cuidado. Depois de completarem seu ciclo, as mudas são destinadas a pessoas, instituições ou projetos de recuperação de áreas degradadas. As solicitações das mudas são realizadas pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA) do IAP, via  internet. Dessa forma, o projeto carrega a grande responsabilidade de fomentar a regeneração de áreas de preservação permanente e de reserva legal, onde as árvores têm a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, bem como a proteção do solo.


O presidente da cooperativa, Vilmar Sebold, ressalta o interesse do cooperativismo em gerar um mundo sustentável. “Somos produtores rurais e nosso maior patrimônio é a terra. Se a terra for improdutiva, perdemos a fonte de renda e de dignidade. As iniciativas ambientais da Cocari servem de referência para o produtor de que é possível fazer, é possível preservar, e a junção da responsabilidade social com a preservação ambiental completam o propósito. É um efeito de multiplicação. A alimentação é essencial aos seres, mas quanto mais conseguirmos produzir gerando menos impacto ao meio ambiente, preservando água, matas, com equilíbrio produtivo, maiores serão as chances de sobrevivência”, considera.


A monitora do projeto na Apae de Mandaguari, Maria Pinheiro da Silva Barroco, emociona-se ao falar da dedicação diária dos colaboradores a cada semente que chega no viveiro. “Todos aqui são pessoas com talentos, aptidões e defeitos como todos nós. Eles têm muitos sonhos a serem realizados e trazem uma atitude positiva todos os dias para o trabalho”, afirma. 


E não são apenas os colaboradores que tiveram suas vidas transformadas pelo Cultivando Cidadania, Maria também é tocada pela energia que doa e recebe no projeto. “Esse trabalho já faz parte de mim, me complementa. Eu sempre fui dedicada, focada e é uma grande realização saber que eu faço alguma diferença na vida de cada um que trabalha aqui, no meio ambiente que vai receber essas mudas e na comunidade que é beneficiada”, declara a monitora que trabalha há cinco anos no projeto. 


Preocupada em explicar detalhadamente o trabalho realizado, Maria narra todo o processo que depende dela e dos colaboradores, desde a chegada da semente até a entrega da muda ao IAP. “Aqui nós recebemos sementes de qualidade do IAP, preparamos o substrato com adubos, montamos bandejas com os tubetes que receberão as plantas. Por 90 dias cuidamos dessas mudas”, explica. 


Maria esclarece também que cada bandeja do viveiro comporta 96 tubetes, nos quais as sementes são plantadas. Hoje, são 263 bandejas, o que equivale a 25.248 tubetes. A monitora, preocupada em relatar cada detalhe, conta também que o número de tubetes não corresponde, necessariamente, à quantidade de mudas, pois há uma pequena porcentagem de perda.


Depois deste tempo na Apae, as plantas retornam ao IAP. “De lá, do IAP, essas mudas vão para os agricultores, projetos e instituições, farão parte de reflorestamento e ajudarão o meio ambiente”, explana Maria.


O gerente ambiental e avícola da Cocari, Thiago Toshio Ricci, reitera a relevância social e ambiental do projeto. “Para mim o Cultivando Cidadania é um dos mais importantes projetos que a Cocari realiza, pois, dá a oportunidade para que pessoas especiais sejam introduzidas no mercado de trabalho, conquistando uma renda com o seu esforço, ajudando a melhorar a qualidade de vida de sua família”, considera. 


Além da inserção no mercado de trabalho, o gerente frisa que “os colaboradores do projeto têm a importante missão de produzir mudas nativas que viabilizam outras iniciativas socioambientais da Cocari e também a regeneração de áreas ambientais”.


Muito além do cumprimento da lei 8.213, que no artigo 93, criado em 1991, determina a contratação de pessoas com deficiência para empresas com mais de 99 funcionários, o cooperativismo está interessado nos desdobramentos sociais e ambientais que suas ações e projetos podem gerar.


Nos olhos de cada um dos colaboradores, a certeza de que o trabalho que estão desenvolvendo diariamente, desde o preparo da terra até a entrega das mudas, é importante para a comunidade e para eles. 


No depoimento do colaborador Paulo Roberto Bonfim, de 61 anos, é possível perceber o quanto o projeto restaura a dignidade e a cidadania dos envolvidos. “Para mim foi uma coisa totalmente diferente conhecer os tipos de mudas, mexer com essas plantas.  Eu já comprei uma geladeira! Sustento a minha casa com o dinheiro desse trabalho. Eu separo parte do meu salário para as contas de luz, água e telefone. E guardo um pouco no banco também”, declara, com orgulho. 


Lessi Borges, de 32 anos, que é colaboradora do Projeto Cultivando Cidadania desde 2009, frisa a importância da iniciativa da Cocari. “Para nós que temos alguma deficiência, é muito difícil conseguir se inserir no mercado de trabalho e a Cocari nos deu essa ótima oportunidade”, pontua. Além disso, a colaboradora ressalta que o ambiente de trabalho também é espaço para criar laços. “Tem pessoas aqui que são muito próximas de mim, somos grandes amigos”, conta, sorrindo para os colegas que a cercam.


Cooperativas paranaenses, entendendo que é seu papel investir no fortalecimento das comunidades e na preservação do meio ambiente, investem em uma gestão responsável, que cuide do solo, da natureza e das pessoas, revelando a possibilidade de gerar crescimento, renda e impulsionar ações de grande relevância socioambiental.


O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, afirmou, em entrevista à Revista Paraná Cooperativo, que as cooperativas buscam o desenvolvimento e a geração de oportunidades por meio de formas justas de negócios.  Para Ricken, o cooperativismo caminha cada vez mais de encontro à sustentabilidade.  “As cooperativas direcionam seus esforços para o desenvolvimento sustentável, com o equilíbrio entre as três dimensões que constituem esse conceito: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental”, afirma. 


A força do cooperativismo se revela na soma de esforços e nos desdobramentos de projetos como este que, a partir da produção das mudas dentro das Apaes, alcança muitas vidas. Nesta corrente por um mundo melhor, mais sustentável e com igualdade de oportunidades para nós e para as gerações futuras, a Cocari insere seu trabalho, sua força e dedicação.


 


Reconhecimento: Em 2014, a Cocari participou do 21º Prêmio Expressão de Ecologia, a maior premiação ambiental da região Sul do Brasil e, com o Projeto Cultivando Cidadania, venceu na categoria Recuperação de Áreas Degradadas, o que conferiu à cooperativa o Troféu Onda Verde. Para concorrer ao prêmio, a Cocari destacou três importantes necessidades que mobilizaram a implantação do Projeto Cultivando Cidadania: A necessidade de recompor as áreas destinadas à reserva legal e mata ciliar das propriedades dos cooperados;  A preservação do meio ambiente; A necessidade de inclusão social, que poderia ser reduzida com a contratação de mão de obra especial para produção das mudas de essências nativas.


 


 


Acesse o link e assista o vídeo para saber mais alguns detalher sobre o projeto.

 
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