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Unidos pelo café

30/04/2018 - 09:48:57  Cocari
Redação da C7 Comunicação


Nascido na cafeicultura, o cooperado José Osmar Piasentin fala dos desafios da atividade e da infância em meio ao cafezal


 


Manchas de café são difíceis de tirar das roupas. Porém, mais fortes do que as evidências absorvidas pelos tecidos são as marcas deixadas na vida e na história de cafeicultores como José Osmar Piasentin, 51 anos, cooperado da Cocari e tradicional produtor de café da região de Mandaguari. O grão está impregnado na pele do produtor, que não pensa em exercer outra atividade. 


Osmar conta que o pai, José Geraldo Piasentin, veio de São Paulo para o Paraná influenciado por parentes, e começou a cultivar lavouras de café. Osmar nasceu no Paraná, na propriedade em que o pai planta o grão até hoje. 


Em 2002, com a ajuda da família, o cooperado comprou uma propriedade, vizinha da área do pai, e então aplicou todo o conhecimento que aprendeu, ainda pequeno, em meio à plantação com flores brancas a perder de vista. “Fui criado no cafezal, minha família sempre mexeu com a agricultura. Eu ajudava na produção, rastelava, abanava e auxiliava na colheita. Tudo o que aprendi foi ensinado pelo meu pai”, comenta.


 


Boas lembranças


Passar a vida entre ruas de café tornou Osmar Piasentin um homem carregado de boas lembranças. Segundo relata, as festas realizadas ao final de cada colheita marcaram sua infância no campo. “Era um tempo bem divertido. Muitas famílias trabalhavam juntas na agricultura, e no fim da safra nós sempre fazíamos a festa da colheita”, recorda. A parceria entre os agricultores vizinhos sempre foi forte, e quando um terminava de colher, ajudava o outro. “Sempre estávamos unidos, nós inventamos o cooperativismo antes de saber o que era”, brinca. “Aprendemos que precisamos trabalhar com a família e com os amigos. O café nos ensinou a importância da boa convivência e de ser fiel às raízes”, constata.


Persistência é marca dos cafeicultores


Em meados de julho de 1975 fatos importantes ocorreram na história do Paraná, dois dias marcados por extremos. Enquanto em Curitiba muitos comemoravam e brincavam com a neve que caía, outros, ao norte do estado, choravam arrasados com a geada que dizimou as plantações de café.


A família de José Osmar Piasentin foi uma das atingidas pela geada histórica. Na época, ele tinha oito anos, mas se lembra das consequências que se seguiram àquela manhã fatídica. “Eu e meus primos fomos ver a plantação e onde a água escorria, havia congelado. Estava tudo coberto de gelo. Ao caminhar, dava para sentir uma camada trincando sob os pés. Todos ao redor ficaram observando as lavouras. O café estava queimado, dava para sentir o cheiro de torrado. Os cafeicultores estavam muito tristes, e com o desânimo estampado no rosto”, relembra.


Sem outra opção, os produtores foram obrigados a começar do zero. “Mas é assim. No Paraná tem disso, porém os cafeicultores são valentes e se recuperam, se reerguem, olha só isso aqui”, diz Osmar, apontando para a plantação em sua propriedade. “É só ter persistência e força que conseguimos plantar tudo novamente”, afirma.  


 


Cocari oferece segurança


O café é a principal fonte de renda da família Piasentin, e Osmar reconhece que a Cocari sempre prestou importante suporte, garantindo segurança na produção e na comercialização. “A Cocari é o braço direito do agricultor, é uma fonte segura. Por aqui já passaram muitos compradores de café, alguns até prometendo mais, porém depois de certo tempo sumiam sem avisar ou pagar. E a Cocari oferece segurança, para mim e para os produtores da região. Assegura a compra de insumos e presta assistência com bons agrônomos e técnicos, que estão sempre presentes para nos auxiliar”, aponta.


Na visão de Osmar, a cooperativa é uma continuação do aprendizado adquirido  no cafezal, da ideia de união e da importância de ajudar ao próximo, lições aprendidas sob o sol quente e os galhos do café vermelho. “A entrada na cooperativa foi algo natural para mim. Sempre acreditei que devemos nos ajudar para conquistar nossos objetivos e este é o foco da cooperativa: união e resultados”, conclui Osmar, feliz com as marcas deixadas pelo café, e ciente de que a cultura se tornou sinônimo de união, seja na plantação, seja na florada, colheita ou nos momentos em que a família se reúne para tomar um bom café. 


 


Um pouco da história do café no Brasil


O café foi o principal produto de exportação brasileiro nos séculos XIX e XX, contribuindo para a sustentação do império e da República Velha. A planta chegou ao Brasil no Século XVIII, tendo sido cultivado pela primeira vez em 1727, no Pará, e de lá se espalhou para o restante do país.


Na época, São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram na produção, por terem o solo ideal para o cultivo, e por fazerem parte da rota marítima. 


O aumento da produção e o lucro crescente da cultura ajudaram o país a se modernizar, com a construção de ferrovias para o transporte do grão, antes conduzido no lombo de mula. As vias férreas, além de possibilitar deslocamento mais rápido e funcional, permitiram a interligação entre algumas regiões do império.


Superando a produção do açúcar, o café continuou ganhando força, se tornando o principal produto brasileiro de exportação. 


A cultura foi responsável pelo desenvolvimento e transformação de pequenas cidades em grandes metrópoles.

 
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