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Cafeicultura: a tradição se rende à modernidade

27/07/2017 - 09:42:00  Cocari
Redação da C7 Comunicação - Roberval S Rodrigues


A fundação da Cocari, em 1962, se deu em meio à busca de cafeicultores por melhores condições de comercialização de seus produtos. Na época, o café era a principal cultura em todo o Estado do Paraná. De lá para cá, muita coisa mudou. As geadas severas, que atingiram a região, historicamente a cada 10 anos, causaram muitos prejuízos, e mudaram o cenário das lavouras.


Em muitas propriedades os cafezais foram erradicados, e os produtores migraram para lavoura branca, principalmente a soja ou arrendaram áreas para o plantio de cana. Muitos optaram pela diversificação, mantendo parte da propriedade destinada à cafeicultura. E alguns se mantêm fiéis à cultura. “A cafeicultura ainda tem boa representatividade na agricultura da região, por ser vista como geradora de renda – por área, de 5 X 1 em relação à soja – e pela fixação do homem no campo”, aponta o engenheiro agrônomo da Cocari, Roberval Simões Rodrigues. 


 


Adesão às tecnologias


Nessa época, em que as galhas ostentam ramos carregados dos grãos maduros, ressaltando ainda mais a beleza por entre as ruas de café, os cooperados mais tradicionais dão o exemplo de adesão às tecnologias. Eles atribuem a saúde das lavouras e o aumento da produtividade ao uso de tecnologias e à mecanização, incentivados pela Cocari no atendimento do técnico Roberval, que presta assistência nas propriedades e leva orientações quanto aos cuidados necessários para o bom desenvolvimento das lavouras.


 


Boa expectativa


Os cafeicultores estão animados com a expectativa da safra. No Setor de Café da Cocari, o comprador e degustador Mário da Silva destaca a qualidade das amostras do café colhido. “A qualidade está surpreendendo, bem melhor do que no ano passado”, aponta. 


A partir das amostras que analisa, Mário repassa orientação quanto aos cuidados com a secagem, para evitar perda de qualidade. Ele relembra que as estimativas de colheita para o Paraná estão em torno de 1,3 milhão de sacas de 60 quilos, menor que no passado, quando o Estado chegou a colher em torno de 27 milhões. “Antigamente o importante era quantidade, mas hoje os produtores estão mais atentos à qualidade, que garante ganho melhor”, atesta.


Quem também já está pronto para receber a produção dos cooperados é Pedro Gonçalves de Santana, que trabalha no beneficiamento de café na Cocari. “Aqui no setor são 25 sacas de café beneficiados por hora”, destaca. 


O superintendente Comercial da Cocari, Éric Heil de Araújo, ressalta que no Setor de Comercialização da cooperativa, as expectativas de recebimento são muito positivas, tanto de café em coco, como beneficiado. Grande parte dos grãos recebidos atendem ao mercado interno, e o café comprado do produtor também é utilizado para a elaboração de blends destinados à torrefação para a fabricação do café comercializado pela cooperativa. “A perspectiva é contribuir para o desenvolvimento dos cooperados, buscando sempre as melhores condições, mantendo um relacionamento simples e transparente que se fortaleça cada vez mais”, esclarece o superintendente Comercial, ressaltando que a busca por possibilidades de negócios novos e sólidos é uma constante na cooperativa, e um dos focos da superintendência sob seu comando é a integração Paraná e Cerrado. “Seguiremos juntos e comprometidos no sucesso, tanto da Cocari quanto dos cooperados”, afirma.


De acordo com Éric, com relação a café em coco, a Cocari espera um aumento de 43% no recebimento no Paraná e de 48% em Goiás, em comparação à safra passada. Em café beneficiado, os acréscimos devem representar 64% no Paraná e 119% em Goiás.


 


Mecanização é a saída


Frente à escassez de mão-de-obra na cafeicultura, a solução é mecanizar. A máquina colhe 600 sacas de 60 litros por dia, volume que precisaria de 40 pessoas para fazer o mesmo serviço. Mas ainda existem muitos produtores resistentes ao uso das tecnologias, apoiados na crença arraigada de que no Paraná não dá certo. “É preciso tentar, estudar sobre o assunto antes de acreditar que não dá certo”, contesta o engenheiro agrônomo Roberval Simões Rodrigues. 


Entre os problemas reais, ele destaca o solo. “Nossos solos são muito argilosos, o que torna demorado o processo para secar após a chuva e permitir o trânsito de maquinários nas operações de colheita”, explica. A esse problema se somam o espaçamento entre as ruas de café, a largura e desnível do carreador em relação à lavoura, e o alinhamento. 


 


Driblando as dificuldades


A equipe do Departamento Técnico (Detec) do entreposto da Cocari de Mandaguari desenvolveu um histórico de chuvas ocorridas na região, no período de colheitas, de 1989 até 2016, e com base nisso são analisadas as possíveis soluções.


A estimativa do histórico é de que, em caso de chuva fraca, o solo demore cerca de três dias para secar. Em chuvas moderadas são seis dias, e em chuvas intensas, oito dias.  Plantar cultivares de ciclos de maturação diferenciados permite o aproveitamento dos dias aptos para mecanização na colheita.


 


Alternativas de plantio


Quanto ao espaçamento, existem máquinas que colhem em café plantados com até dois metros entre as ruas. Mas em lavouras de café adensado, o sombreamento e volume de folhas dificultam a secagem do solo.  


No caso da largura do carreador, seis metros são suficientes para a colheita mecanizada. O desnível de entrada e saída da lavoura deve ser leve para evitar que a máquina venha a tombar. E para o alinhamento, o plantio em renque é o ideal, pois o rendimento operacional é muito maior. 


Ainda é lenta a migração de fabricantes de máquinas para a região, mas Roberval sugere que a participação dos produtores em feiras focadas em maquinários para cafeicultura pode resolver essa dificuldade. Já a falta de experiência com a colheita mecanizada pode ser sanada com o intercâmbio de cafeicultores para propriedades mecanizadas e a participação em palestras e cursos.

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