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Conselho Estratégico debate influências no mercado

10/07/2017 - 11:36:37  Cocari
Redação da C7 Comunicação - Étore Baroni


Em junho foi promovida mais uma etapa das reuniões do Conselho Estratégico. O encontro ocorreu no dia 5, na Associação Atlética Cocari, em Mandaguari. Em pauta estiveram o mercado de soja e comercialização, com o consultor Étore Baroni, da FCStone, e a apresentação de informações pelos superintendentes da Cocari. Na abertura, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, falou sobre a criação das superintendências e reforçou a importância dessa mudança para a condução da cooperativa, que traz mais autonomia para as áreas estratégicas.


Durante a reunião, o consultor Étore Baroni discorreu sobre o mercado de soja, o que impacta na relação de preços, a demanda no mundo, o aumento na área plantada e a importância de acompanhar as operações. O consultor falou sobre a expectativa com relação a preços e também sobre “Boas Práticas de Comercialização”.


Superintendências


Os superintendentes Administrativo e Financeiro (João Paulo Burihan Faria), Comercial (Éric Heil de Araújo), Industrial (Hevaldo Bispo Vieira), Logística Integrada (Jacy Cesar Fermino da Rocha) e de Operações PR (Geraldo Cesar Semensato) apresentaram informações sobre as áreas que estão sob seus comandos.


Confira o artigodo consultor Étore Baronim da FCStone


O que pode influenciar o mercado nos próximos meses?


“Estamos concluindo uma safra gigante na América do Sul e os trabalhos nos campos dos Estados Unidos já começaram a acontecer. Mas, o que esperar daqui para frente do mercado de grãos e câmbio? Vamos comentar, resumidamente, os principais pontos que podem influenciar o mercado pelos próximos meses.


Soja


Com o fim da safra da América do Sul estaremos oficialmente concluindo o ciclo 2016/17 que, sem dúvidas, está sendo um dos mais produtivos da história, com volume recorde de produção mundial, acima de 348 milhões de toneladas de soja. Começando com os Estados Unidos, que produziram 117 milhões de tons, seguidos por Brasil e Argentina como os três principais produtores do mundo.


Atualmente, estamos finalizando a safra da América do Sul com um resultado recorde dos últimos anos, com o Brasil colhendo em torno de 113 milhões de tons, Argentina 57 milhões de tons e Paraguai 9 milhões de tons. Apesar de alguns atrasos na colheita da Argentina, os números finais não devem ser muito diferentes disso. 


Tudo isso trazendo uma forte recuperação nos estoques finais de soja e deixando uma situação mais confortável para o mundo no próximo ciclo, o que abre certo conforto para a próxima safra 2017/18 dos Estados Unidos, que estão finalizando o plantio, pois vimos um aumento considerável da área plantada, saindo de 33 para quase 36 milhões de hectares, podendo ainda ser maior até a conclusão do plantio em meados de junho.


Em contrapartida, a demanda continua bastante aquecida e isso vem ajudando a dar suporte aos preços no mercado internacional. A China (maior comprador), até o momento, comprou 27,54 milhões de tons, em torno de 13,4% a mais que no mesmo período do ano passado. Espera-se que a China importe mais de 90 milhões de tons este ano.


As exportações brasileiras começaram a se acelerar e mesmo com um cenário cambial bem pior em relação ao último ano, já temos 34 milhões de tons exportadas, ritmo que precisa se manter forte ao longo do ano para atingir os 63 milhões de tons que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima.


Dito isso, temos um mercado naturalmente pressionado por todas essas informações de super produção de soja ao redor do mundo. Neste momento do ano entramos no chamado “mercado climático”, quando recebemos várias notícias de enchentes, nevascas etc... Isso tudo pode trazer volatilidade aos preços e dar suporte às cotações, puxando o mercado para cima. Por isso, é essencial aproveitarmos esses momentos para a venda da soja que ainda temos no disponível e da safra futura. Passado esse período e realmente se confirmando o plantio americano sem grandes problemas devemos ter uma pressão no mercado pelas perspectivas de ótima produção e recomposição dos estoques.


Milho


As estimativas de produção final de milho para o ciclo 2016/17 estão superando todas as expectativas até o momento. Espera-se que o ciclo seja concluído com produção de 1,065 bilhões de toneladas, superando em mais de 85 milhões de tons a produção do ciclo anterior. A partir desse cenário de sobre-oferta, o USDA (órgão agrícola americano) divulgou uma estimativa de redução de área plantada dos Estados Unidos de mais de 2 milhões de hectares.


A estimativa é de que os Estados Unidos cheguem ao final deste ano com estoque ao redor de 59 milhões de tons. Dessa maneira, a redução de área foi a saída encontrada para que o país não enfrentasse uma situação de calamidade dos preços do cereal, sendo que essa redução joga toda a responsabilidade para a produtividade. A situação dos preços do milho no mercado internacional apresenta um cenário de suporte em função das exportações que estão surpreendendo o mercado a cada semana, isso pode ajudar as cotações dos preços a subirem um pouco mais. Além disso, os atrasos no plantio em função das chuvas e neve contribuem para a possibilidade dessa alta nas cotações.


O Brasil também deve apresentar uma safra total gigantesca. Atualmente, as estimativas estão em torno de 97 milhões de toneladas (32 verão e 65 inverno), contra um número de 66,5 milhões de tons que foram produzidas na safra 2015/16, o que deve fazer com que tenhamos uma recomposição de estoques, deixando uma situação confortável para a indústria de consumo, pois temos um consumo de apenas 28 milhões de tons no segundo semestre do ano. Após todos os problemas enfrentados em função da quebra no último ciclo e preços nunca vistos, neste ano devemos ver um cenário completamente oposto, com preços bastante pressionados, e mesmo que tenhamos uma aceleração das exportações, as projeções são de estoques elevados. Esse excesso de milho no mercado está gerando outro problema em relação à logística e à armazenagem, problema recorrente no Brasil em anos de super safra de milho e soja, fazendo com que os produtores tenham que optar em sair com um ou outro produto, pois não há como armazenar os dois. Isso pode fazer com que haja um avanço na comercialização do milho, mesmo com os preços nos níveis atuais. 


A indústria está aproveitando os níveis de preços e alongando os estoques para não correr o risco de enfrentar os mesmos problemas do último ano. Com o recente movimento do câmbio, os preços nos portos começaram a melhorar e como reflexo disso temos no mês de junho já algo em torno de 1,1 milhão de toneladas que devem ser exportadas, chegando, portanto, em torno de 2,3 milhões de tons acumulados até o momento.


Câmbio


O cenário cambial, que no último ano foi responsável por elevar os preços de soja e milho a níveis nunca vistos para o produtor, este ano está deixando muita gente na mão. A economia vem demonstrando sinais de recuperação nos últimos meses. A projeção da inflação para o final do ano mostra o IPCA em torno de 4% dentro do centro da meta estipulada para o governo, um PIB em torno de 0,47%, e cortes na SELIC. As últimas reuniões colocam a projeção abaixo de 9% no final do ano e essas informações geram um cenário de otimismo para os investidores estrangeiros, trazendo muitos recursos para o país e, consequentemente, mantendo a cotação nos patamares atuais. 


Paralelo a isso, temos o cenário político dificultando a saída do país do buraco em uma velocidade maior do que está ocorrendo e muita coisa a se desenrolar com as investigações da Lava Jato, podendo afetar de alguma maneira a alta cúpula do governo. Além disso, as polêmicas reformas que precisam ser votadas (trabalho e previdência), e caso não sejam aprovadas pelo Congresso Nacional irão desencadear uma reação bastante negativa no mercado. Com a não aprovação dessas reformas, tudo o que o governo falou em relação ao teto dos gastos públicos e do comprometimento em colocar as contas em dia irá por água abaixo e terá continuidade do rombo. Nas últimas semanas tivemos ainda toda a confusão com a delação da JBS, levando o câmbio a patamares que não víamos há um bom tempo. Tais fatores desencadearam uma retirada em massa dos recursos do país e fizeram com que o câmbio explodisse. Com toda essa confusão instalada podemos ter o câmbio flutuando entre 3,20 e 3,50 pelos próximos meses, sem grandes chances de uma subida tão forte como vimos ano passado, isso por que, mesmo com o impeachment de Michel Temer, a economia continua dando sinais de recuperação.”

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