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Avicultura impulsiona o desenvolvimento na região da Cocari

25/05/2017 - 17:34:50  Cocari
Por Cláudia Carvalho


A frase “E não sabendo que era impossível, foi lá e fez”, atribuída ao cineasta francês Jean Cocteau, resume um pouco da história de muitos empreendedores rurais. É o caso dos pioneiros que acreditaram no Projeto de Integração na Avicultura da Cocari. “Quando começamos o projeto de avicultura na região, isso envolvia uma responsabilidade em especial: a cooperativa estava lidando com sonhos de muitas pessoas”, resume o presidente da Cocari, Vilmar Sebold.


O ponto alto desse objetivo era a instalação do abatedouro em Mandaguari, sendo que a integração de avicultores que supriria a demanda da unidade industrial era um dos elos mais importantes. 


Confiança foi a palavra-chave para convencer os produtores a investirem na atividade. A expectativa era de segurança no retorno. E eles confiaram. Boleslau Gogola, Carmem Lucia Martinelli, Dirce Paulina Polswut, Milton Luiz Campana e José Claudinei Garcia foram os pioneiros a fazer parte da Integração Cocari, e que permanecem no projeto da cooperativa. E agora, sete anos e meio depois, finalizam o pagamento do financiamento junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por intermédio da Cocari e do convênio com a Sicredi Agroempresarial PR/SP, recursos que possibilitaram a construção dos aviários. 


As dificuldades no início


Desde a decisão assemblear em que a Cocari começou a traçar planejamento envolvendo a avicultura como importante capítulo na história da cooperativa e da vida dos cooperados, o vice-presidente, Dr. Marcos Trintinalha, esteve à frente das ações para a concretização do projeto, e coordenou a missão de despertar o interesse do produtor pela atividade. “Era preciso fomentar a avicultura dentro da Cocari, buscando pessoas que acreditassem e pudessem fazer parte do projeto”, recorda. 


Se por um lado as dificuldades surgiam pelo grande investimento financeiro para construção dos barracões, aliado ao fato de a Cocari não ter precedentes como produtora de aves, a vontade de proporcionar essa importante opção de diversificação para gerar renda aos produtores era maior. “Havia receio, mas cada desafio foi sendo vencido e desde o início a intenção da Cocari era de formar uma integração de alta qualidade”, aponta Dr. Trintinalha. 


E assim foi feito. Ao passo em que fomentava a construção dos aviários, a cooperativa investiu no Centro de Treinamento Avícola, que funciona como uma escola para os iniciantes na atividade, que aprendem na prática a lidar com frangos. “E é com grande satisfação que vejo esses integrados quitarem o investimento, recebendo a renda da atividade nesse período em que o aviário está sendo quitado, conforme idealizamos no planejamento”, destaca o vice-presidente. 


Desafios vencidos


Atualmente o abatedouro da Aurora gera 2.300 empregos diretos, e para cada um, quatro indiretos são gerados. Mais de 300 aviários garantem a produção no campo, dando suporte à indústria. Olhando para trás, são claros os obstáculos vencidos, não apenas pelos integrados. Houve desafio na construção do abatedouro, na superação de barreiras sanitárias, na chegada de equipamentos ao país, na dificuldade com a legislação para a liberação do SIF e começar o abate, e para adequar os acessos ao abatedouro. “Foi uma luta de muita gente. Dos produtores por acreditarem, e de toda uma equipe para resolver os entraves, enfrentando as mudanças de leis, as licenças, as taxas de juros, os prazos, a burocracia que envolve o procedimento de maneira geral”, detalha Vilmar Sebold. 


Concluir o pagamento das parcelas do financiamento significa que é chegado o momento de o dinheiro começar a servir para outras atividades que não a amortização do financiamento. “Esse grupo já é vencedor e nos resta agradecer muito a esses pioneiros por terem acreditado desde o início. E para todos aqueles que ainda não terminaram de pagar, e me incluo nessa lista, também vão chegar lá”, tranquiliza o presidente da Cocari. 


“Lembro-me bem que, em 2010, fui procurado pelo Fábio Cordeiro, então gerente de Fomento da Cocari, que me repassou uma informação: ‘Só temos nove aviários e os produtores estão dizendo o seguinte: o presidente vai fazer aviários? Porque se ele fizer, nós também faremos. Agora, se ele não fizer, é porque não acredita, então, nós vamos esperar para ver o que ele decide’. E foi assim que eu também entrei para a avicultura. Agradeço ao BRDE/Sicredi pela confiança”, completa Sebold.  


Intercooperação


Em 2015, a Cocari expôs aos cooperados a oportunidade de intercooperação com a Cooperativa Central Aurora Alimentos, que, por decisão soberana, foi aprovada em Assembleia Geral Ordinária (AGO). Com a negociação, a Unidade Industrial de Aves e a Fábrica de Rações passaram a pertencer à Aurora. Em contrapartida, além dos recursos oriundos da negociação, a Cocari passou a compor o quadro de filiadas da Central. 


Passado o momento de transição, os cooperados puderam perceber a intercooperação como medida positiva. “A relação com os integrados na Cocari não mudou em nada, e ainda aumentou a segurança para os produtores”, garante Sebold. “A Aurora abate, diariamente, mais de 1 milhão de frangos, mais de 18 mil suínos e processa mais de 1,5 milhão de litros de leite. É a maior cooperativa em faturamento com industrialização”, aponta. “Temos muito orgulho de ser uma das 13 cooperativas que fazem parte da Aurora”, destaca. A parte de assistência no campo e fornecimento de ração é feita pela Central.


O presidente da Aurora, Mário Lanznaster, destaca que a avicultura industrial brasileira é uma das mais avançadas do mundo. “As cooperativas agropecuárias – especialmente no Sul do Brasil – têm um papel extraordinário nessa cadeia produtiva. Em 2016, na área de aves, a Aurora Alimentos abateu 247 milhões de frangos em oito unidades, registrando crescimento de 5,9%. Esse aumento decorreu, principalmente, da inclusão da unidade de Mandaguari. A matéria-prima permitiu a produção de 514 mil toneladas de carne de ave in natura (aumento de 6,8%) e de 56 mil toneladas de industrializados (+1%)”, ressaltou, enfatizando que a base produtiva de aves é formada por 2.395 avicultores associados, que mantêm no campo um plantel permanente de 35 milhões de frangos.


Como salienta o presidente da Central, as cadeias produtivas de aves, suínos e leite fortalecem as comunidades. “No ano passado a Aurora cooperou intensamente com o desenvolvimento das regiões onde atua – cerca de 170 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul – com a geração de riquezas que beneficiaram milhares de famílias”, afirmou. “A contribuição para a integração e o desenvolvimento regional pode ser avaliada pela geração de ICMS da ordem de R$ 1,134 bilhão; valor adicionado na atividade agropecuária de R$ 4,090 bilhões, valor adicionado na atividade industrial de R$ 2,392 bilhões e remuneração e encargos sobre folha de pagamento de salários de R$ 904 milhões”, comentou.


Mário Lanznaster deixa uma mensagem aos integrados da Cocari. “Os avicultores da Cocari estão de parabéns pela eficiência que demonstram na condução da atividade. É essencial que adotem e exercitem os padrões de qualidade exigidos pela Aurora, pois é isso que está notabilizando e distinguindo nossas cooperativas no Brasil e no mundo”, concluiu. 


A intercooperação com a Aurora trouxe benefícios aos associados da Rodocoop – Cooperativa de Transportes e Serviços Rodoviários, com a qual a Cocari também atua aplicando o sexto princípio do cooperativismo, representando um salto no faturamento da cooperativa de transportes. Dr. Marcos Trintinalha é presidente da Rodocoop e comenta sobre o crescimento dos serviços prestados pelos associados. “A entrada da Cocari para o mercado de aves trouxe importante incremento para a Rodocoop”, frisa. “Quem transporta frango vivo ou ração tem fretes todos os dias, viabilizando muito o trabalho desses cooperados. O que melhora para aqueles que transportam matéria-prima (soja e milho), porque segmenta cada tipo de carga para um determinado número de cooperados”, diz.   


“E assim como os avicultores, aqueles cooperados que investiram na aquisição de caminhões para o transporte de frangos vivos ou ração também estão concluindo o pagamento dos financiamentos”, salienta Dr. Trintinalha. O resultado é que esse crescimento no faturamento possibilitou melhorar serviços prestados pela Rodocoop, como no aumento do fornecimento de óleo diesel. “Esta triangulação entre as atividades da Cocari, Aurora e Rodocoop é bastante positiva. A intercooperação só traz vantagens porque tudo que fazemos em conjunto é melhor. Sou um defensor deste tipo de cooperação e acho que temos de trabalhar cada vez mais nessa linha, porque isso fortalece o setor como um todo”, completa.


Apoio aos integrados


Um ponto destacado pelos pioneiros foi a participação da Cocari como facilitadora no processo burocrático. Este diferencial em relação às integrações particulares faz parte dos procedimentos da Cocari com os cooperados. Sem esse auxílio, eles certamente precisariam contratar pessoas para resolver os entraves. “A cooperativa à frente simplifica a vida do produtor, que teria de gastar tempo, energia e dinheiro para resolver isso”, enfatiza Sebold.


Alguns aspectos tornavam mais difíceis a liberação dos recursos pelas instituições financeiras. “A estrutura fundiária dos associados da Cocari privilegia pequenas propriedades, e o valor não era suficiente frente às exigências de garantia para liberação dos recursos. Um aviário moderno é caro, e havia o medo da inadimplência”, ressalta. O planejamento feito pela Cocari assegurava às instituições bancárias a retenção da parcela, desde o primeiro lote, com carência de seis meses para a construção do aviário. “Dessa forma, a adimplência dos produtores, tanto em relação ao banco como à Cocari, é de 100%”, assegura o presidente.


Trabalhando no Fomento Avícola da Cocari há quase oito anos, Paulo Roberto Vendramini Junior destaca que a relação de confiança entre cooperativa e associados é o ponto chave. “Os integrados percebem a diferença que é trabalhar com cooperativa, um modelo de integração confiável, sempre visando uma vida mais digna aos avicultores e parceiros na atividade, além de trazer retorno rápido”, comenta. “Estes primeiros integrados quitando as parcelas do financiamento são exemplos de um bom trabalho realizado por todos que compõem a cadeia produtiva, são avicultores que confiaram na Cocari, fazendo altos investimentos, muitas vezes oferecendo a única fonte de renda da família como garantia, e agora estão colhendo os frutos disso”, completou Junior Vendramini.


Em crescimento


Apesar do destaque aos pioneiros que estão encerrando o pagamento, todos os integrados estão tendo sucesso com os aviários e isso tem despertado o interesse de outros produtores e de investidores em também fazer parte da integração, oportunidade que virá quando o abatedouro passar a abrigar duas linhas de produção, conforme estava previsto na construção da planta. 


De acordo com o médico veterinário da Aurora, Andreo Eckel, os bons resultados com os aviários são reflexos do trabalho em conjunto. “São avicultores com visão de empresários, que buscam melhorar as condições das propriedades para terem maior retorno, gerando empregos, renda e dignidade a todos os envolvidos no campo”, afirma. “Os altos IEPs [Índices de Eficiência Produtiva] representam que estamos no caminho certo, com nutrição, genética e manejo corretos. Nosso objetivo é de aprimorar cada vez mais o integrado e o parceiro criador em busca de obtermos lotes com qualidade cada vez maior”, complementa, destacando que a equipe hoje é formada por oito profissionais da área técnica.

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